A importância de escolher o canal certo na comunicação política
- Gisele Meter

- 17 de out. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 13 de jan.

Em tempos de economia da atenção e múltiplos canais de comunicação, uma frase de 1964 de Marshall McLuhan ganha cada vez mais relevância: "O meio é a mensagem". Esse conceito mostra que o canal utilizado para transmitir uma mensagem é tão importante quanto o próprio conteúdo.
Na comunicação política, entender e aplicar essa lógica pode ser a diferença entre uma estratégia bem-sucedida ou uma mensagem perdida no mar das redes sociais.
O meio não é neutro; ele molda a forma como o conteúdo é interpretado.
Uma mesma fala pode gerar percepções completamente diferentes dependendo de onde foi veiculada. O que é dito precisa fazer sentido dentro do contexto e das expectativas daquele canal.
Por exemplo, uma fala formal que funciona bem em uma entrevista de TV pode não ter o mesmo impacto em uma live no Instagram, onde as pessoas esperam leveza e interação.
Entender o contexto é essencial para garantir que a mensagem seja compreendida e engaje o público.
Como o canal influencia a percepção?
Cada meio tem seu próprio ritmo, formato e público. A escolha errada pode comprometer o entendimento ou até mesmo gerar ruídos. Veja como cada canal atua na percepção do eleitor:
WhatsApp: transmite proximidade e urgência. Ideal para mensagens curtas e diretas, como comunicados de campanha ou convites.
Instagram: gera conexão e engajamento rápido. Reels e stories são ideais para conteúdos dinâmicos e interativos.
Eventos e agendas: demonstram presença e comprometimento. Participar de atividades na comunidade transmite envolvimento direto com as necessidades da população.
TV e Rádio: passam autoridade e credibilidade, sendo recomendados para fortalecimento de imagem frente à opinião pública.
Quer dominar o Instagram na prática?
Como alinhar a mensagem ao meio certo?
Para evitar ruídos, analise sempre o objetivo da sua comunicação antes de escolher o canal:
Precisa criar autoridade? Use uma entrevista ou podcast longo.
Quer gerar proximidade? Aposte no WhatsApp ou em uma live no Instagram.
Busca mobilizar eleitores? Invista em eventos e agendas nos bairros.
Quer ser lembrado diariamente? Utilize stories e reels para mostrar bastidores.
A mensagem correta no meio errado pode ser interpretada como artificial ou desconectada.
Cuidado com o tom inadequado. Uma mensagem muito formal em um post de rede social pode soar distante, enquanto uma comunicação excessivamente descontraída na TV pode diminuir a credibilidade. O segredo é o equilíbrio.
Comunicação política integrada: a combinação estratégica
Uma comunicação política poderosa não depende de um único meio. Combinar canais é essencial para atingir públicos diversos e reforçar a mensagem.
A TV pode estabelecer a imagem do candidato, enquanto o Instagram gera engajamento constante e o WhatsApp mantém o contato próximo.
Ao fazer isso, você maximiza as chances de memorização e fortalece o relacionamento com o cidadão.
Tenha a estratégia sempre à mão
Para quem precisa de um guia de consulta rápida e fundamentos sobre posicionamento digital, ter o material certo na cabeceira é indispensável.
Resumo de Canais
Canal | Objetivo Principal | Tom Ideal | Risco |
Proximidade e Urgência | Pessoal e Direto | Ser invasivo (spam) | |
Conexão e Engajamento | Visual e Dinâmico | Parecer artificial | |
TV/Rádio | Autoridade e Credibilidade | Formal e Seguro | Soar distante |
Eventos | Presença e Compromisso | Empático e Ativo | Prometer e não cumprir |
Não basta ter uma boa mensagem: o sucesso está em entregá-la pelo meio certo, no momento certo, para as pessoas certas.
Este artigo foi escrito por Gisele Meter - Consultora especializada em marketing político e estratégias digitais.






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